quinta-feira, 26 de maio de 2011

Eu escolho um homem...

"Eu escolho
um homem...

Que não duvide
de minha coragem!

Que não
me acredite
inocente...

Que tenha
a coragem!

De me tratar como
mulher..."

Anais Nin


Beijos na alma de todos!!!

Sabor? Doçura....

Menina Poetisa

Lutcha

quarta-feira, 25 de maio de 2011

MORENO...

O que falar de vc?
Falar que quando vc passa...
todas suspiram!!!

Seu olhar!
Sua voz!
Suas mãos!.

Quero que me veja...
Sua voz quero ouvi-la sussurar...
Suas mãos quero senti-las a me tocar...


Seus cabelos!
Seu andar!
Seus lábios!


Quero poder te fazer um cafuné...
Quero andar ao seu lado...
Quero sentir o prazer de te beijar...

Sonhos?
ilusões?
Não simplesmente desejos secretos de um coração.

Beijo a todos...

Sabor? Desejo!

Menina Poetisa

Lutcha

sábado, 21 de maio de 2011

É Proibido....

"É proibido chorar sem aprender,
Levantar-se um dia sem saber o que fazer
Ter medo de suas lembranças.



É proibido não rir dos problemas
Não lutar pelo que se quer,
Abandonar tudo por medo,



Não transformar sonhos em realidade.
É proibido não demonstrar amor
Fazer com que alguém pague por tuas dúvidas e mau-humor.
É proibido deixar os amigos

Não tentar compreender o que viveram juntos
Chamá-los somente quando necessita deles.
É proibido não ser você mesmo diante das pessoas,
Fingir que elas não te importam,

Ser gentil só para que se lembrem de você,
Esquecer aqueles que gostam de você.
É proibido não fazer as coisas por si mesmo,
Não crer em Deus e fazer seu destino,

Ter medo da vida e de seus compromissos,
Não viver cada dia como se fosse um último suspiro.
É proibido sentir saudades de alguém sem se alegrar,

Esquecer seus olhos, seu sorriso, só porque seus caminhos se
desencontraram,
Esquecer seu passado e pagá-lo com seu presente.
É proibido não tentar compreender as pessoas,
Pensar que as vidas deles valem mais que a sua,

Não saber que cada um tem seu caminho e sua sorte.
É proibido não criar sua história,
Deixar de dar graças a Deus por sua vida,

Não ter um momento para quem necessita de você,
Não compreender que o que a vida te dá, também te tira.
É proibido não buscar a felicidade,

Não viver sua vida com uma atitude positiva,
Não pensar que podemos ser melhores,
Não sentir que sem você este mundo não seria igual."

Pablo Neruda

Beijo na alma...

sabor?

É proibido!!!! rsrsr

Menina Poetisa

Lutcha

Uma lebrinha....

"Escondida
por entre as ervas,
vi uma lebrinha...
a piscar o olho,
de orelhinha à banda,
e rabito alçado.
Pisou uma folha,
fugiu assustada...

Meiga...
Carinhosa...
Gentil...

Beijo sabor...

Lebrinha!!!

Menina Poetisa

Lutcha

quinta-feira, 5 de maio de 2011

História de uma folha...

"Era uma vez uma folha, que crescera muito.
A parte intermediária era larga e forte, as cinco pontas eram firmes e afiladas.
Surgira na primavera, como um pequeno broto num galho grande,
perto do topo de uma árvore alta. 
A Folha estava cercada por centenas de outras folhas, iguais a ela. 
Ou pelo menos assim parecia. 

Mas não demorou muito para que descobrisse
que não havia duas folhas iguais, 
apesar de estarem na mesma árvore.

Alfredo era a folha mais próxima. Mário era a folha à sua direita.
Clara era a linda folha por cima. - Todos haviam crescido juntos. 
Aprenderam a dançar à brisa da primavera, esquentar indolentemente ao
sol do verão, a se lavar na chuva fresca. Mas Daniel era seu melhor amigo. 

Era a folha maior no galho e parecia que estava lá antes de qualquer outra. 
A Folha achava que Daniel era também o mais sábio.
Foi Daniel quem lhe contou que eram parte de uma árvore.

Foi Daniel quem explicou que estavam crescendo num parque público. 
Foi Daniel quem revelou que a árvore tinha raízes fortes,
escondidas na terra lá embaixo. Foi Daniel quem falou dos passarinhos
que vinham pousar no galho e cantar pela manhã.
Foi Daniel quem contou sobre o sol, a lua, as estrelas e as estações. 
A primavera passou. E o verão também. Fred adorava ser uma folha. 
Amava o seu galho, os amigos, o seu lugar bem alto no céu, o vento que o sacudia, 
os raios do sol que o esquentavam, a lua que o cobria de sombras suaves.

O verão fora excepcionalmente ameno. Os dias quentes e compridos eram agradáveis,
as noites suaves eram serenas e povoadas por sonhos.
Muitas pessoas foram ao parque naquele verão.
E sentavam sob as árvores. Daniel contou à Folha que
proporcionar sombra era um dos propósitos das árvores.

- O que é um propósito? - perguntou a Folha.
- Uma razão para existir - respondeu Daniel.

- Tornar as coisas mais agradáveis para os outros é uma razão para existir.
Proporcionar sombra aos velhinhos que procuram
escapar do calor de suas casas é uma razão para existir.

A Folha tinha um encanto todo especial pelos velhinhos.
Sentavam em silêncio na relva fresca, mal se mexiam.
E quando conversavam eram aos sussurros, sobre os tempos passados.
As crianças também eram divertidas,
embora às vezes abrissem buracos na casa da árvore
ou esculpissem seus nomes. Mesmo assim, era divertido observar as crianças.
Mas o verão da Folha não demorou a passar.
E chegou ao fim numa noite de inverno.

A Folha nunca sentira tanto frio.
Todas as outras folhas estremeceram com o frio.
Ficaram todas cobertas por uma camada fina de branco, que num instante
se derreteu e deixou-as encharcadas de orvalho, faiscando ao sol.
Mais uma vez, foi Daniel quem explicou que haviam experimentado a primeira geada,
o sinal que era o inverno que estava chegando.


- Por que ficamos com cores diferentes, se estamos na mesma árvore?
- perguntou a Folha.
- Cada um de nós é diferente.
Tivemos experiências diferentes. Recebemos o sol de maneira diferente.
Projetamos a sombra de maneira diferente. Por que não teríamos cores diferentes?
Foi Daniel, como sempre, quem falou.
 E Daniel contou ainda que aquela estação maravilhosa se chamava inverno.
E um dia aconteceu uma coisa estranha.

A mesma brisa que, no passado, os fazia dançar
começou a empurrar e puxar suas hastes, quase como se estivesse zangada.
Isso fez com que algumas folhas fossem arrancadas de seus galhos e levadas pela brisa,
reviradas pelo ar, antes de caírem suavemente ao solo.
Todas as folhas ficaram assustadas.

- O que está acontecendo?
- perguntaram umas às outras, aos sussurros.
- É isso que acontece no inverno - explicou Daniel
- É o momento em que as folhas mudam de casa.
Algumas pessoas chamam isso de morrer.
- E todos nós vamos morrer?- perguntou Folha
- Vamos sim - respondeu Daniel - tudo morre.
Grande ou pequeno, fraco ou forte, tudo morre.
Primeiro cumprimos a nossa missão.
Experimentamos o sol e a lua, o vento e a chuva.
Aprendemos a dançar e a rir. E, depois morremos.

- Eu não vou morrer!
- exclamou Folha, com determinação - Você vai, Daniel?
- Vou sim... Quando chegar meu momento.
- E quando será isso?
- Ninguém sabe com certeza. - respondeu Daniel

A Folha notou que as outras folhas continuavam a cair. E pensou:
- "Deve ser o momento delas".
Ela viu que algumas folhas reagiam ao vento,
outras simplesmente se entregavam e caíam suavemente.
 Não demorou muito para que a árvore estivesse quase despida.
- Tenho medo de morrer. - disse Folha a Daniel - Não sei o que tem lá embaixo.

- Todos temos medo do que não conhecemos.
Isso é natural. - disse Daniel para animá-la
- Mas você não teve medo quando a primavera se transformou em verão.
E também não teve medo quando o verão se transformou em outono.
Eram mudanças naturais. Por que deveria estar com medo da estação do inverno?
- A árvore também morre? - perguntou - Para onde vamos quando morrermos?
- Ninguém sabe com certeza... É o grande mistério.
- Voltaremos na primavera?
- Talvez não, mas a Vida voltará.

- Então qual é a razão para tudo isso? - insistiu a Folha
- Por que viemos pra cá, se no fim teríamos de cair e morrer?
Daniel respondeu no seu jeito calmo de sempre:
- Pelo sol e pela lua. Pelos tempos felizes que passamos juntos.
Pela sombra, pelos velhinhos, pelas crianças.
Pelas cores do outono, pelas estações.
Não é razão suficiente?

Ao final daquela tarde, na claridade dourada do crepúsculo, Daniel se foi.
E caiu a flutuar. Parecia sorrir enquanto caía.
- Adeus por enquanto. disse ele à Folha.

E depois, a Folha ficou sozinha, a única folha que restava no galho.
A primeira neve caiu na manhã seguinte. Era macia, branca e suave.
Mas era muito fria. Quase não houve sol naquele dia... E foi um dia muito curto.
A Folha se descobriu a perder a cor, a ficar cada vez mais frágil.
Havia sempre frio e a neve passava sobre ela.
E quando amanheceu veio o vento que arrancou a Folha de seu galho.

Não doeu.
Ela sentiu que flutuava no ar, muito serena.
E, enquanto caía, ela viu a árvore inteira pela primeira vez.
Como era forte e firme!
Teve a certeza de que a árvore viveria por muito tempo,
compreendeu que fora parte de sua vida. E isso deixou-a orgulhosa.
A Folha pousou num monte de neve. Estava macio, até mesmo aconchegante.
Naquela nova posição, a Folha estava mais confortável do que jamais se sentira.

Ela fechou os olhos e adormeceu...
Não sabia que a primavera se seguiria ao inverno, que a neve se derreteria e viraria água.
Não sabia que a folha que fora, seca e aparentemente inútil,
se juntaria com a água e serviria para tornar a árvore mais forte.
E, principalmente, não sabia que ali, na árvore e no solo,
já havia planos para novas folhas de primavera."

Léo Buscaglia

é linda essa história!!!!!

Semelhante a nossas....

Beijos na alma de todos!!!

Sabor?

Eternidade....

Menina Poetisa

Lutcha

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Adotarei o Amor ....

"Adotarei o amor por companheiro
e o escutarei cantando, e o beberei
como vinho e o usarei como vestimenta.

Na aurora, o amor me acordará e
me conduzirá aos prados distantes.
Ao meio dia, conduzir-me-á à sombra
das árvores onde me protegerei do sol
como os pássaros.

Ao entardecer conduzir-me-á ao poente
onde ouvirei a melodia da natureza
despedindo-me da luz, e contemplarei
as sombras da quietude adejando no espaço.

À noite, o amor abraçar-me-á, e sonharei
com os mundos superiores onde moram as
almas dos enamorados e dos poetas.

Na primavera andarei com o amor,
lado a lado, e cantaremos juntos
entre as colinas;

E seguiremos as pegadas da vida,
que são as violetas e as margaridas;
e beberemos a água da chuva, acumulada
nos poços, em taças feitas de narcisos e lírios.

No verão, deitar-me-ei ao lado do amor
sobre camas feitas com feixes de espigas,
tendo o firmamento por cobertor e a lua
e as estrelas por companheiras.

No outono,
irei com o amor aos vinhedos
e nos sentaremos no lagar, e...
contemplaremos as árvores se despindo
das suas vestimentas douradas e os
bandos de aves migratórias voando
para as costas do mar.

No inverno, sentar-me-ei com o amor
diante da lareira e conversaremos sobre
os acontecimentos dos séculos e os anais
das nações e povos.

O amor será meu tutor na juventude,
meu apoio na maturidade,
e meu consolo na velhice.

O amor permanecerá comigo
até o fim da vida, até que a morte chegue,
e a mão de Deus nos reúna de novo."

Texto de " Khalil Gibran"

Beijos na alma de todos!!!

Sabor? Amor......

Menina Poetisa

Lutcha